E-commerce 2.0: o que é, como implementar na sua empresa

Em 2020 e-commerce vai faturar mais de R$ 106 bi. Quanto da sua receita vem da internet?

Com certeza você já ouviu o termo “e-commerce” e se está navegando na internet provávelmente já comprou em um. Mas qual a importância de marcar presença digital na sua empresa? Para entender melhor essa história vamos conhecer entender como tudo começou…


Em 1994 um site chamado NetMarket foi lançado por três jovens britânicos recém-formados que quebraram uma grande barreira à época: fazer acontecer uma transação online de maneira segura envolvendo cartão de crédito. O primeiro produto vendido foi um CD do cantor Sting chamado “Ten Summoner’s Tales“. A venda foi feita em 11 de agosto daquele ano.

A era das grandes lojas virtuais

A primeira grande loja totalmente virtual também foi fundada em 94. A história da Amazon começa quando o fundador da empresa, Jeff Bezos aos 30 anos larga um emprego em Wall Street para se mudar com a esposa para Seattle. Como ele havia feito um curso de como abrir uma livraria achou que seria uma boa ideia vendê-los pela web.


À época a internet tinha apenas cerca de 16 milhões de usuários e não passava nem de longe pela cabeça da maior parte das pessoas que pudesse ser um ambiente de negócios. Aos poucos o negócio foi evoluindo e tomando outras formas, abrindo novas frentes, até se tornar o maior e-commerce do mundo, avaliado em 1.6 trilhão de dólares (esse é o enterprise net value da companhia no dia que escrevo o artigo). Somente a marca Amazon vale mais de 200 bi de dólares.

O sucesso da Amazon foi seguido por diversas empresas. No Brasil, pelo Submarino e Shoptime, que desde os primórdios marcaram presença hoje. O início das operações do Submarino, aliás, foi muito parecido com o do Amazon: vendendo livros.

Estratégia O2O (Offlive to Online) inversa: negócios começaram na internet e evoluíram para meio físico

Mas qual o grande segredo do sucesso do Amazon?

O próprio Bezos explica em um vídeo de 1997 ao programa 60 minutes como a loja já utilizava inteligência de dados à época voltado para melhorar a experiência do usuário e fazer recomendações mais assertivas aos consumidores.


De lá pra cá a internet passou não só a vender livros, mas quase que qualquer tipo de coisa. O que antes parecia irreal, como comprar um móvel para casa ou customizar fechar a compra de um carro, virou realidade.

Os dois conceitos que falamos acima tem a ver com o e-commerce 2.0: experiência do usuário e inteligência de dados. Esses são dois elementos imprescindíveis para criar um ambiente amigável, prestativo e seguro para digitalizar o processo de compra. Não é mais sobre apenas jogar algumas fotos do seu produto com uma pequena descrição, e sim tornar agradável a jornada de consumo e até mesmo educar o consumidor sobre a importância e relevância do que está sendo ofertado.

Entrevista com Jeff Bezos em 1997 no programa 60 minutes.

Vendas aceleradas
Se no início da internet comprar virtualmente era uma tarefa difícil hoje se tornou muito acessível. Também pesava o fator confiança na compra online. Por este motivo o livro foi eleito como o produto perfeito, já que geralmente tem preço de venda não muito alto para que o consumidor “arriscasse” comprar. Uma vez que tudo ocorreu bem naturalmente passa a ser um cliente recorrente desse tipo de plataforma.


Estima-se que em 2020 o e-commerce brasileiro vai movimentar R$ 106 bilhões, segundo estudo da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). Mas esse levantamento não previa que a pandemia do Covid-19 poderia ter um efeito positivo sobre as vendas online. Diversos estudos de empresas como Delloite e McKinsey mostram aceleração das vendas virtuais, em contraponto com a queda vertiginosa das vendas físicas por causa do fechamento do comércio em geral. Nesse cenário, é possível que 2020 movimente mais do que esse montante.

A era do enpoderamento do pequeno e médio
Se antes a micro, pequena e média empresa sofriam para concorrer com os grandes do setor que investiam pesadamente em tecnologia e pessoal, hoje isso não é mais uma realidade. A proximidade do pequeno e médio empresário tem mais a ver com a customização e diversificação do que propriamente com a quantidade de produto vendido.


Hoje temos um mundo mais complexo e um consumidor mais exigente. Para atender os anseios desse consumidor uma loja teria que ter um estoque interminável. Como estoque é custo e ficar estocado significa deixar dinheiro parado (e portanto perder dinheiro) as grandes lojas abriram suas portas para o market place.
O

market place nada mais é do que colocar a mercadoria de terceiros na vitrine de uma grande loja. Antigamente existia a figura do produto em consignação, onde o lojista exibia um bem de um terceiro e ganhava comissão sobre a venda — para quem é mais novo e não pegou essa época, ocorria muito com a venda de bens mais caros, como carros. Pois bem… O market place é o processo de digitalização da consignação. A grande loja elimina o custo logístico, o custo de estoque e alguns outros custos e despesas envolvidos nesse processo e passa a emprestar a credibilidade da marca e a trabalhar no marketing dos produtos e agregando outros serviços (como seguro de bens de menor valor, como televisão e computadores; ou criando planos de descontos ou fidelidade). Esse foi o modelo que proporcionou a rápida expansão do Amazon e vem dando certo nos varejistas brasileiros.

E-commerce. Shopping cart with cardboard boxes on laptop. 3d

O outro pilar é a da customização. Uma pequena ou média empresa tem muito mais condições de customizar a entrega ao cliente do que uma grande empresa, onde o foco está mais voltado para a entrega quantitativa. A internet abriu portas para o mercado de nicho prosperar fortemente. Antes uma loja que vendesse camisetas de bandas de rock gótico no interior de algum estado brasileiro provavelmente fecharia em poucos meses. Assim como uma empresa de móveis que tentasse concorrer com a mesma gama de produtos que as Casas Bahia.


Com a escala global que a internet detém proporcionou que um comerciante em um país longe como a China vendesse seus produtos para o mundo inteiro. Provavelmente se não houvesse essa transformação digital ele estaria trabalhando como camelô, vendendo produtos para um mercado pequeno e restrito somente aos consumidores locais.

Transformação na indústria e serviços
A mudança de modelo não acontece somente no varejo, mas também na indústria e na cadeia de prestação de serviços. Há alguns anos atrás a única forma de operar em mercado financeiro era com a ajuda de um banco e para compra de ações era necessário um corretor estar presencialmente na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ou na Bolsa do Rio. Hoje é impensável ter que ligar para a mesa de operações para comprar ou vender uma ação, ou mesmo ter um pregão viva voz onde os corretores gritavam coisas incompreensíveis (para nós, pelo menos).


A transformação digital da indústria conseguiu aproximá-la da jornada de consumo, entendendendo melhor sobre o produto e o timing de mercado, ou mesmo proporcionou que fossem feitas vendas diretas ao consumidor com o encurtamento das distâncias.

Vietnamese courier putting pizza packages into bag on scooter

E veio a pandemia…
Tudo bem… ninguém poderia prever que haveria uma pandemia em 2020 que fecharia todas as lojas do país e de boa parte do mundo, quebrasse toda a logística de fornecimento em nível global, fechasse fronteiras abertas pela globalização e afetasse tanto a rotina de todos nós. De fato, se alguém falasse algo parecido com isso no máximo seria um roteiro de filme de ficção. Mas aconteceu…


O fato de ser afetado por esse movimento global é praticamente inevitável. Alguns negócios vão prosperar com a crise, outros muitos vão passar por dificuldades. Isso não estaria no planejamento de nenhuma empresa, mas o fato de não ter um plano que prevesse alternativas ou ao menos opções a serem consideradas é um problema de gestão.

A digitalização já estava acontecendo em ritmo acelerado. As empresas que tinham seu processo concluído em em fase de aperfeiçoamento conseguiram extrair resultados fantásticos da crise. Outras que estavam com o plano em mãos aceleraram os investimentos e também conseguiram uma ótima recuperação. E quem não estava preparado, não tinha um plano e não estava posicionado apenas fechou sua empresa e viu o dinheiro sumir do dia pra noite.


A crise obrigou, por exemplo, que profissionais que trabalham com serviços como personal trainers atuassem online. Certamente a experiência não é exatamente igual de estar fisicamente presente, mas com todos trancados em casa vender o seu serviço online é uma forma de atender o seu consumidor. Em outras palavras, de estar onde o seu consumidor está.

e-commerce concept minimal design, vector

E-commerce 2.0
O comércio virtual na versão 2.0 tem muito mais a ver com o posicionamento, com a inteligência envolvida e com a jornada aderente ao seu consumidor do que propriamente com o produto ou plataforma em si.


Um posicionamento correto pode ser uma grande vantagem competitiva num mercado tão saturado, seja na indústria, comércio ou serviço.

Se a sua empresa ainda não faz parte dos 342 milhões de pedidos que foram gerados pela internet em 2020 ou precisa de melhorias no processo de vendas digital, entre em contato conosco. Podemos ajudar a criar sua estratégia O2O (offline to online) e estruturar a sua máquina de vendas digital.

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