Erros comuns no Estudo Técnico Preliminar e Termo de Referência para o serviço de clipping de notícias

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Evite os 5 erros mais comuns ao elaborar o Estudo Técnico Preliminar e o Termo de Referência

A contratação de um serviço de clipping de notícias (ou monitoramento de mídia) é um passo estratégico para qualquer instituição pública que busca gerenciar sua reputação, comunicar-se eficazmente e prestar contas à sociedade.

O sucesso da contratação do clipping de notícias começa muito antes da escolha do fornecedor: ele reside na qualidade do Estudo Técnico Preliminar (ETP) ou do próprio Termo de Referência (TR) nos casos aplicáveis. Um ETP/TR bem elaborado atrai as propostas certas e garante que o serviço contratado atenda às necessidades reais. Por outro lado, erros na especificação podem levar a frustrações, desperdício de recursos e resultados ineficazes.

Este checklist avançado ajuda você a ir além do básico e identificar os pontos críticos que diferenciam um verdadeiro parceiro tecnológico de um simples fornecedor de notícias.

1. O erro do ETP/TR “aberto demais”, genérico e sem foco

Este é talvez o erro mais frequente. Um ETP ou TR vago, que não detalha as capacidades essenciais para um bom clipping de notícias (como profundidade da análise, tipos de mídia a serem cobertos, etc.) ou os resultados esperados, abre margem para propostas focadas exclusivamente no menor preço, mas com baixa qualidade técnica.

2. O erro do ETP/TR “específico demais”, rígido, irrealista ou desconectado do mercado

O oposto também é prejudicial. Um ETP ou TR excessivamente prescritivo para o clipping de notícias, que detalha como a tecnologia deve funcionar em minúcias ou exige funcionalidades que não existem ou são impraticáveis, pode ser um tiro no pé.

3. O erro do foco desbalanceado: Priorizar preço acima do valor estratégico

Embora o preço seja um fator importante na administração pública, basear a escolha do fornecedor do clipping de notícias quase exclusivamente no menor valor, sem uma ponderação técnica adequada no julgamento da licitação (baseada no ETP/TR) que reflita o valor estratégico da informação obtida, é um erro grave.

4. O erro da lista “infinita” de veículos

Na ânsia por uma cobertura “completa”, alguns editais listam centenas ou até milhares de veículos (sites, blogs, emissoras de rádio/TV) sem uma análise crítica sobre a real relevância estratégica de cada um para a instituição.

5. O erro da inclusão de veículos sem foco em jornalismo

Muitas vezes, na tentativa de não perder absolutamente nada, os editais incluem na lista de monitoramento veículos, especialmente emissoras de rádio e alguns canais de TV, cujo foco principal não é jornalismo (ex: rádios musicais, canais religiosos, etc.). Embora esses veículos possam, eventualmente, transmitir notas curtas de notícias, geralmente são reproduções de outros meios, sem apuração própria.

Em resumo…

Elaborar um ETP e um TR eficazes para o clipping de notícias no setor público exige equilíbrio. Evite ser genérico demais a ponto de contratar algo inútil, ou específico demais a ponto de inviabilizar a contratação.

Foque nos resultados que sua instituição precisa alcançar, descreva as capacidades essenciais e pondere adequadamente o valor estratégico em relação ao preço. Um ETP/TR bem construído é o primeiro passo para uma parceria tecnológica bem-sucedida e para garantir que sua instituição tenha, de fato, a “informação estratégica, na hora certa”.

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